Adriana-calcanhotto A Fabrica Do Poema

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End rhyme Internal rhyme
15Sonho o poema de arquitetura ideal
11Cuja própria nata de cimento
20Encaixa palavra por palavra, tornei-me perito em extrair
12Faíscas das britas e leite das pedras
3Acordo!
19E o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo
3Acordo!
12O prédio, pedra e cal, esvoaça
20Como um leve papel solto à mercê do vento e evola-se
16Cinza de um corpo esvaído de qualquer sentido
14Acordo, e o poema-miragem se desfaz
15Desconstruído como se nunca houvera sido
16Acordo! os olhos chumbados pelo mingau das almas
7E os ouvidos moucos
13Assim é que saio dos sucessivos sonos:
12Vão-se os anéis de fumo de ópio
12E ficam-me os dedos estarrecidos
18Metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros
8Sumidos no sorvedouro
19Não deve adiantar grande coisa permanecer à espreita
13No topo fantasma da torre de vigia
14Nem a simulação de se afundar no sono
6Nem dormir deveras
7Pois a questão-chave é:
14Sob que máscara retornará o recalcado?